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A Comissão de Investigação e Conciliação se instalou em Washington em março de 1929. Tinha delegados dos dois países em conflito e representantes de cinco países neutros: Estados Unidos, México, Colômbia, Uruguai e Cuba.
Presidia o general americano Frank Ross McCoy. Ele tinha supervisionado a eleição presidencial da Nicarágua em 1928 e era o nome que o governo americano escalava para missão delicada na América Latina.
A comissão ouviu os dois governos, leu os relatórios militares de cada lado e comparou as datas dos movimentos de tropa no Chaco em dezembro de 1928.
O que a comissão concluiu
O relatório saiu em setembro de 1929. A comissão concluiu que o ataque a Vanguardia não tinha justificativa e que o Paraguai era responsável pelo primeiro golpe. Concluiu também que a retaliação boliviana em Boquerón tinha ido além da defesa.
A comissão não respondeu à pergunta de fundo, a dona do Chaco. O mandato dela era investigar os incidentes de dezembro, e não traçar a fronteira, e o relatório deixou os limites para uma negociação futura.
Em 12 de setembro de 1929, os dois governos assinaram o acordo de conciliação. O Paraguai se comprometeu a reconstruir Vanguardia como estava antes do ataque; a Bolívia, a devolver Boquerón. Os prisioneiros seriam trocados e as relações diplomáticas, retomadas.
O acordo de 1929 reconstruiu um fortim de troncos e deixou sem resposta a pergunta que acendeu o fogo: a quem pertencia o Chaco. |
O major afastado
Rafael Franco foi tirado do comando depois do ataque. Nos anos seguintes, entrou em choque com o governo de Assunção por atividade política e chegou a ser expulso do exército.
Com a guerra de 1932, voltou à ativa e comandou tropas paraguaias no Chaco. Em fevereiro de 1936, já herói de guerra, liderou o golpe que o pôs na presidência do Paraguai, cargo que ocupou até agosto de 1937.
Quatro anos depois
A troca de fortins não segurou a fronteira. Os dois exércitos continuaram comprando armas na Europa e abrindo postos no mato.
Em junho de 1932, soldados bolivianos tomaram um posto paraguaio junto à lagoa Pitiantuta, no centro do Chaco. Desta vez nenhuma conferência conteve os dois governos, e o choque abriu a Guerra do Chaco.
Boquerón, o fortim devolvido pelo acordo de 1929, foi o palco da primeira grande batalha da guerra, em setembro de 1932, e terminou de novo em mãos paraguaias.
A guerra durou até junho de 1935. A paz definitiva veio com o tratado assinado em Buenos Aires em julho de 1938, que deu ao Paraguai a maior parte do Chaco Boreal e à Bolívia uma faixa a oeste.
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