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O general James Barry Munnik Hertzog chegou a primeiro-ministro da União Sul-Africana em 1924, à frente do Partido Nacional, a legenda dos africânderes. Prometeu ao eleitor um país com símbolos próprios dentro do império.
Em 1925, o ministro do Interior, Daniel François Malan, apresentou o projeto de bandeira no Parlamento. A primeira versão excluía o Union Jack do pano.
A oposição veio do Partido Sul-Africano, de Jan Christiaan Smuts, e da província de Natal, onde a maioria branca era de origem britânica. Em Durban, comícios juntaram veteranos da Primeira Guerra Mundial em defesa do Union Jack.
Nos dois anos seguintes, o projeto circulou entre comissões. As propostas iam de um escudo com as armas das quatro províncias a um pano liso, sem nenhuma bandeira dentro.
O impasse terminou em outubro de 1927, num acordo fechado entre Hertzog e Smuts. Haveria duas bandeiras oficiais: a nova, nacional, e o Union Jack, como sinal do vínculo com a Comunidade Britânica.
O acordo de 1927 resolveu a briga com aritmética de pano: as três bandeiras da faixa branca têm o mesmo tamanho, e nenhuma ocupa o centro sozinha. |
O fundo copiava a Prinsenvlag (bandeira do Príncipe), o pavilhão laranja, branco e azul das Províncias Unidas dos Países Baixos no século 17. Com ela chegaram ao Cabo os navios da Companhia Holandesa das Índias Orientais, em 1652.
Na faixa branca, perto do mastro, ficou o Union Jack, deitado. No centro, pendurada na vertical, a bandeira do Estado Livre de Orange. Perto da ponta solta, a Vierkleur (Quatro Cores), bandeira da República Sul-Africana do Transvaal.
O Estado Livre de Orange e o Transvaal tinham sido repúblicas independentes até 1902. Ver as duas costuradas ao lado do Union Jack era, para os africânderes, um reconhecimento do país que a guerra apagara.
Para os de origem britânica, a garantia era o segundo mastro. O Union Jack subia inteiro ao lado da bandeira nova sobre o Parlamento, os prédios do governo e os portos.
Smuts cedeu no desenho para ganhar no mastro. Hertzog cedeu no mastro para ganhar no desenho. Cada lado saiu do acordo com uma prova de que não tinha perdido.
O apelido pegou depressa: Oranje-Blanje-Blou (laranja, branco e azul, em africâner). A bandeira subiu pela primeira vez em 31/5/1928, na Cidade do Cabo e em Pretória.
A cronologia da bandeira:
| 1924: Hertzog vira premiê | | 1925: Malan propõe a bandeira | | Outubro de 1927: acordo Hertzog e Smuts | | 31/5/1928: primeiro hasteamento |
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